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14 de dez de 2016

Grupo Cultura Dreadlock - SLZ

Criado em Junho de 2016 por Fabiana Rasta

É um grupo maranhense e primeiro no Brasil ,a reunir pessoas focadas apenas na estética do cabelo DREADLOCK, sem vínculos com religião ou estilo musical.
O grupo Cultura Dreadlock- SLZ tem como foco reunir os dreadlocks de São Luís do Maranhão a fim de criar uma irmandade entre as pessoas que usem a estética desse estilo de cabelo assim como trocarmos informações sobre como cuidar das madeixas e  juntos nos emponderarmos para lutar contra o preconceito que os dreads enfrentam na atual sociedade.
Fanpage :https://www.facebook.com/culturadreadlockslz/




13 de dez de 2016

Nova música no filme Muleque Té Doido 2


"Muleque Té Doido 2 - A Lenda de Dom Sebastião" já foi visto por mais de 60 mil espectadores em 3 semanas de exibição, batendo todos os recordes de bilheteria do cinema maranhense. 
Um filme independente, feito por gente do Maranhão, com toda a dificuldade que fazer cinema independente engloba, com recurso da Lei de Incentivo a Cultura e abraçado pelo grande público! 


E eu ,Fabiana Rasta,tenho um imenso orgulho de participado da trilha sonora do primeiro filme com três canções  como Reggae me Faz,Meu Nego e Tranças Rebeldes e agora nos segundo fui contemplada com a canção Sou do Gueto,composta em parceria com meu amigo Itamar de Alcântara .
É um filme que traz muito humor e principalmente a nossa cultura maranhense com nossos falares e modo de ver a vida.Parabéns á todos desta saga por retratarem tão bem a nossa São Luís.

4 de nov de 2016

História do Reggae em São Luís - A Jamaica Brasileira


É difícil definir exatamente quais os elementos que determinaram a adoção do reggae pela população maranhense,fazendo o ritmo se espalhar ,principalmente entre os bairros periféricos de São Luís.
Segundo o DJ Ademar Danilo,nessa região que envolve os estados do Pará e Maranhão,da qual São Luís é a capital,sempre houve predominância musical do ritmos caribenhos ,sobretudo o merengue.Então,ele conclui que o fato do Maranhão e Jamaica terem população predominantemente negra cria uma identidade muito forte entre esses povos.Diz ele ainda,que o gosto da população negra de São Luís pelo reggae,tem a ver com um apelo emocional que ele transmite.Os cantores de reggae cantam com uma espiritualidade que bate fundo nas pessoas,o que provoca grande identidade entre São Luís e Jamaica,não sendo preciso entender o idioma para sentir esse apelo emocional.
Para o jornalista Otávio Rodrigues,existe uma identificação entre o reggae e o bumba-meu-boi do Maranhão,pois a marcação dos couros do bumba-meu-boi é centrada em contratempos como acontece no reggae.Mundinha Araújo,pesquisadora da história do negro no Maranhão,diz ser o merengue,uma dança muito comum nas festas dos povoados negros do interior do estado,portanto,considerando que a população que habita as periferias da capital São Luís é formada,em geral,por grupos que migraram  das áreas rurais ,há uma predisposição entre eles ,para a aceitação dos ritmos caribenhos.
Fauzi Beydoun,vocalista da banda de reggae Tribo de Jah,cujo componentes são deficientes visuais,acredita que existe uma sintonia direta que identifica o Maranhão e a Jamaica.Em suas palavras,há uma proximidade muito grande entre a maneira como o reggae se instalou na Jamaica e no Maranhão,sinalizando uma identidade cultural  entre os negros maranhenses e jamaicanos,embora os daqui não entendam as letras das músicas.
Essas afirmações são importantes ,na medida em que contribuem para a reflexão sobre quais seriam os elementos de ligação entre os regueiros de São Luís  com os jamaicanos.Precipitadas duvidosas ou legitimas ,indicam ,sem duvida,o gostos dos maranhenses de São Luís  pelos ritmos caribenhos ,como fatores determinantes  para a adoção do reggae na ilha,desde a década de 1970e a difusão do ritmo entre a população negra da periferia da cidade.Mesmo sem entender o idioma ,o reggae é traduzido como um veículo bastante forte e legitimo de mobilização e identificação da população  negra de baixa renda que habita as invasões e palafitas da cidade.
Uma diferença marcante com relação a Jamaica ,e certamente a outros lugares onde o ritmo reggae é conhecido,é que em São Luis o reggae é dançado tanto aos pares  quanto individualmente.Na capital maranhense,a dança do reggae adquiriu característica peculiar misturando passos do forró,do merengue e do bolero.Há ainda os que preferem criar coreografias coletivas,em que três ,cinco ou mais pessoas dançam com passos coordenados.
Em São Luís,um dos fatores importantes para a divulgação do reggae é a existência das chamadas radiolas.São sistemas sofisticadas,com até quarenta caixas de som que,geralmente,contrastam com a pobreza dos salões de festas.As radiolas são operadas por um discotecário(quem nem sempre é seu proprietário),e são contratados pelos proprietários dos salões ,para animar as festas em vários pontos da cidade nos finais de semana.Da mesma forma que os sound systems jamaicanos,as radiolas maranhenses não nasceram com o reggae ,algumas delas ja existiam anteriormente ,promovendo festas  com outros ritmos(forró,merengue,lambada e ate mesmo discoteque).A partir de meados da décado de 1980,houve uma proliferação de radiolas,voltadas quase que exclusivamente para a promoção das festas de reggae.

Retirado do livro  Da Terra das Primaveras á Ilha do Amor:Reggae ,Lazer e Identidade Cultural do escritor Carlos Benedito Rodrigues da Silva.